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sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Adolescente Batista, uma geração fiel a Deus!






“Ninguém o despreze pelo fato de você ser jovem, mas seja exemplo para os fiéis na palavra, no procedimento, no amor, na fé e na pureza.” – 1Timóteo 4.12

O mundo tem seduzido nossos jovens e adolescentes através de seus modismos. A televisão, internet e tantos meios de comunicação têm alcançado nossa juventude, doutrinando-os com seus valores distorcidos. Chegou a hora de levantar uma geração exemplo na palavra, no procedimento, no amor, na fé e na pureza; uma geração como Timóteo, fiel a Deus!
Quando um adolescente chega a compreensão de que Deus é Pai, ele entende que Deus é o diferente. Nas palavras de Karl Barth: “Deus é o totalmente outro”. Ter Deus como pai nos leva ao entendimento de que somos seus filhos e mais que isso, nos tornamos conscientes de que não estamos sós no mundo: temos irmãos. O adolescente tem necessidade de relacionar-se com as pessoas, ele tem particularidades e atitudes próprias que são muitas vezes mal interpretadas, mas é a partir da compreensão de que se é filho de Deus que passo a ver o outro como irmão, por ser esse filho de meu Pai. Na paternidade espiritual o adolescente será levado à compreensão de que é o chamado de Cristo que nos une, nos torna irmãos. Essa é uma grande benção que resulta do entendimento de Deus como Pai para o adolescente: a consciência de que não estou só no mundo, que tenho um Pai e que este me inseriu dentro de uma família de muitos irmãos através do sacrifício de Jesus. Entender que esse Pai está nos céus me leva a olhar para fora de mim, a busca-lo em seu lugar, que é sempre mais elevado que o meu: o céu
Outra grande dádiva que vem de vivermos debaixo da compreensão da paternidade de Deus é a de que nós fomos perdoados pelo nosso Pai celestial mediante o sacrifício de Jesus Cristo na cruz. Mas o adolescente perguntará: de que fomos perdoados? Fomos perdoados do afastamento de Deus, perdoados dos nossos erros, da nossa prostituição, fomos perdoados do nosso egoísmo, enfim das obras da carne. E isso é uma benção que uma vez mais por Deus ser nosso Pai nos leva à lembrança de que como filhos não somos únicos, somos filhos que têm irmãos. E nesse sentido onde está a benção? Está no fato de que posso colocar aquilo que aprendi com meu Pai em prática. Por que fui perdoado e aprendi o que é o perdão posso perdoar o meu irmão que está em falta comigo. Na verdade podemos definir a comunidade cristã como a comunidade dos pecadores perdoados que são chamados a perdoar os irmãos. Diante de Deus somos culpados conjuntamente. Assim não posso simplesmente decidir não perdoar o outro, pois não perdoando o outro em certo sentido não estou me perdoando e estou me fechando para a possibilidade do perdão de Deus. Existem alguns adolescentes que jamais perdoam o que outros fizeram com eles sem jamais levar em conta o que fazem com os outros todos os dias e ainda mais sem levar em conta o perdão de Deus. São como o servo da parábola que depois de perdoado por seu Senhor ao encontra-se com um conservo seu que o devia o lançou na prisão sem perdão. Esse homem, como muitos adolescentes, não entendeu a benção de ser perdoado, ou seja, não aprendeu que somos perdoados para nos tornarmos perdoadores.

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